Depois do Japão, Brasil é país com maior número de profissionais estressados

Publicado em 12/11/2012

Jornal Gazeta da Cidade

Uma pesquisa alarmante da Associação Internacional de Gerenciamento do Estresse (ISMA), sediada nos Estados Unidos, apontou que o Brasil só perde para o Japão em número de profissionais estressados. Fator de grande preocupação entre equipes médicas e segurança profissional, o estresse tem sido apontado também como uma das principais causas de acidentes no local de trabalho, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sobrecarga, monotonia e desvalorização foram apontadas como algumas das principais causas do estresse, que afeta 70% dos brasileiros. Uma outra pesquisa, realizada pela Trabalhando.com, apontou que trabalhar sob pressão, equipamentos que não funcionam e mau humor dos chefes e colegas também são fatores geradores de estresse.

Para o doutor Renato Igino dos Santos, clínico geral e especialista em saúde e segurança no trabalho, os fatores citados acima além do estresse podem levar a doenças mais graves, como por exemplo a depressão. “Na maioria das vezes, os sintomas não são reconhecidos, principalmente quando está no inicio, mas no decorrer do tempo se tornam cada vez mais evidentes devidas às complicações sérias que podem acontecer, como dores de cabeça, frigidez, azia, tensão pré-menstrual, modificações no ciclo menstrual, queda de cabelo, gastrite, resfriados constantes, irritações na pele, tensões musculares e hipersensibilidade emotiva”, conta o médico, em entrevista exclusiva.

Para o Coach Homero Reis, Psicanalista Clínico da Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil  (SPOB), deve-se priorizar as pessoas antes de mais e estabelecer como valor que os resultados da organização estão diretamente vinculados ao que as pessoas efetivamente entregam. “Quanto mais felizes e engajadas aos propósitos da organização, mais elas se perceberão parte do negócio.  As pessoas são a essência das organizações e devem ser valorizadas em todos os aspectos da dimensão humana: social, pessoal, familiar, emocional, espiritual e físico”, disse.

Do contrário, serão vários os prejuízos – para os colaboradores e para as empresas. Pesquisas revelam que o estresse pode levar ao adoecimento no trabalho e com isso os índices de absenteísmo tendem a aumentar. “Para o colaborador, autoestima baixa, desmotivação, sentimento de não realização profissional. Para a empresa, baixa produtividade, falta de engajamento e um clima de trabalho com aspectos negativos nos relacionamentos interpessoais, excesso de medo e, com isso, perda do foco de trabalho”, concluiu o Coach.

Segundo o doutor, Renato Igino dos Santos, há como evitar o estresse. “O ambiente deve transmitir tranquilidade para o trabalhador desempenhar a função da melhor maneira possível”, disse. Além disso, é sempre bom procurar conhecer os colegas para que possíveis tensões sejam reduzidas, porque contratempos com parceiros profissionais quase sempre acontecem.

Uma recomendação importante é evitar fofocas e nem ser o queridinho por todos. De acordo com Dr. Renato, isso provoca inveja e discórdia. Ser inseguro e dar importância ao que os outros vão falar também pode levar ao estresse.

“Faça uma pausa quando se sentir sobrecarregado. Ande, tome um café ou um chá para aliviar as tensões. Também procure preservar a intimidade e procure não ficar a maior parte do expediente falando da vida. Quando as coisas não saírem como imaginar e os problemas vierem à tona, feche os olhos, reflita, respire fundo e conte até 10. E, principalmente, ao encerrar o expediente, deixe os problemas do trabalho no trabalho. Ao sair, tente se ocupar com coisas que proporcionem prazer, para que no outro dia tudo comece bem de novo”, orientou o médico.


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