Laboratórios clínicos seguem normas rígidas de segurança para os funcionários

Publicado em 19/03/2013
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A segurança de seus funcionários também é uma meta para os laboratórios clínicos. Para atingir este objetivo, alguns órgãos criaram normas que devem ser seguidas pelos laboratórios. Os regulamentos estabelecem atitudes e tarefas que diminuem o número de acidentes no local de trabalho. Segundo o médico Renato Igino dos Santos, clínico geral e especialista em medicina e segurança do trabalho, os principais riscos encontrados por esses profissionais são: exposição ao sangue, secreções e fluidos corpóreos. A Anvisa e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) são alguns desses órgãos que estabeleceram padrões e normas de condutas para os laboratórios.

RDC 302/2005 Anvisa

De acordo com este regulamento, é importante que os laboratóriosclínicos criem um manual de biossegurança para treinar e capacitar sua equipe. Em muitos laboratórios são utilizados os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) que visam padronizar condutas e minimizar a ocorrência de erros no dia a dia", diz Igino.

A Anvisa define biossegurança como “condições de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente".

A RDC 302/2005 solicita ainda que as instruções de biossegurança sejam disponibilizadas aos funcionários de forma escrita, contendo os seguintes pontos:

a) normas e condutas de segurança biológica, química, física, ocupacional e ambiental;
b) instruções de uso para os equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC);
c) procedimentos em caso de acidentes;
d) manuseio e transporte de material e amostra biológica.

Norma NBR 14785

Esta norma foi criada pela ABNTcomo forma de proteção individual para quem trabalha em laboratórios clínicos e também para os pacientes. O objetivo é estabelecer especificações de segurança que possam ser aplicáveis aos laboratórios clínicos preservando a integridade de todos os envolvidos.

Segundo a norma, o pessoal que trabalha no laboratório clínico deve:
a) estar treinado para interromper quaisquer atividades que ofereçam risco imediato;
b) identificar e registrar qualquer problema relativo à segurança;
c) iniciar, recomendar ou providenciar ações corretivas para eventuais situações de risco identificadas;
d) participar e acompanhar a implementação das ações corretivas.

É de suma importância que os laboratórios clínicos invistam em um treinamento adequado e contínuo para garantir a segurança no trabalho.

Segundo a NBR 14785, o ambiente de trabalho deve ser projetado para assegurar que os riscos biológicos, químicos, físicos, ergonômicos e de acidentes sejam evitados ou minimizados para que um ambiente de trabalho seja seguro.

Equipamento de proteção individual e coletivo

O Ministério da Saúde define os EPIs como equipamentos que servem para proteção do contato com agentes infecciosos, substâncias irritantes e tóxicas, materiais perfurocortantes e materiais submetidos a aquecimento ou congelamento.

Segundo o órgão, é obrigação dos laboratórios clínicos fornecerem equipamentos de segurança individuais como: jalecos, luvas, máscaras, óculos e protetores faciais. É importante destacar que o uso indevido destes equipamentos também pode provocar acidentes.

Para proteção coletiva existem as Cabines de Segurança Biológica (CSB) também chamadas de capelas de fluxo laminar. Estas cabines são utilizadas para proteção do profissional e do ambiente. Alguns equipamentos também protegem o produto que está sendo manipulado, evitando contaminações.

Os laboratórios clínicos devem possuir kits de primeiros socorros, necessários para pequenos ferimentos e kits de desinfecção para acidentes com materiais biológicos. É importante ressaltar que além dos kits, a coordenação do laboratório deve disponibilizar treinamentos para os funcionários sobre como manusear os produtos.

Acidentes e cuidados nos laboratórios clínicos

O campeão de acidente é o perfurocortante. De acordo com o Portal Academia de Ciência e Tecnologia, o número de acidentes com perfurocortantes em laboratórios clínicos varia entre 80% a 90%. Acredita-se que os riscos estão na falta de cuidado e preparo dos profissionais. Segundo Igino, é um número alto que pode diminuir a qualidade dos trabalhos oferecidos por estes profissionais.

O Ministério do Trabalho afirma que todo acidente deve ser notificado em formulários para que todos os procedimentos, inclusive legais, possam ser executados. É importante destacar que por diversos fatores nem todos os acidentes são registrados, por isso, a necessidade de criar essa cultura dentro dos laboratórios.

De acordo com Igino, em caso de acidentes, os profissionais de laboratórios clínicos devem entrar em contato com o responsável para que os procedimentos adequados sejam tomados em até 24h. "Exames de sangue e testes sorológicos devem ser realizados em todos os envolvidos no acidente, completa.

Fundacentro lança vídeo sobre LER/DORT

O Dia Internacional de Prevenção às LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos/ Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) foi comemorado no último dia 28 de fevereiro e a Fundacentro aproveitou a data para lançar um vídeo que vai orientar os profissionais da saúde a notificarem esse tipo de adoecimento no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN. O material orienta sobre notificação compulsória e traz informações sobre esse tipo de adoecimento.

A efetiva notificação compulsória pelo Sistema Único de Saúde permitirá ao poder público ter um quadro mais próximo da realidade sobre os casos de LER/DORT, não só da população formal de trabalhadores, mas dos informais e funcionários públicos. Os trabalhadores mais atingidos pelas LER/DORT são aqueles que realizam movimentos repetitivos e são obrigados a manter certas posturas por tempo prolongado, especialmente, em linhas de montagem, frigoríficos, teleatendimento, corte de cana, caixas. "Há uma relação direta com a organização do trabalho e um desgaste psíquico, tanto relacionado com a pressão e o ritmo exigido como pelo sofrimento que a doença traz. Os principais sintomas são dor, formigamento e dormência que podem atingir mãos, punhos, braços e ombros, além de fraqueza e cansaço", diz o médico Renato Igino dos Santos.

Apesar de o público alvo ser composto por profissionais de saúde, trabalhadores em geral também podem obter informações importantes ao assisti-lo. Além de falar dos sintomas e das causas das LER/DORT, o material explica a importância do exame clínico cuidadoso e da devida notificação, para que ações de prevenção possam ser desencadeadas e os direitos dos trabalhadores sejam garantidos.

O vídeo da Fundacentro já está disponível no portal da instituição (www.fundacentro.gov.br).


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