Estudo apoiado pela OIT revela que HIV ainda é obstáculo para a segurança no emprego

Publicado em 30/07/2012

Da Folha Online

Apesar dos progressos alcançados, muitas pessoas que vivem com o HIV ainda enfrentam um nível alto de discriminação que impede ou limita seu acesso ao emprego, adverte um novo relatório publicado publicado pela rede mundial de pessoas que que vivem com o HIV, durante a Conferência Internacional sobre a Aids, que se realiza em Washington, D.C.

O estudo, realizado com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), oferece uma visão geral do impacto que tem o estigma e a discriminação relacionados com o HIV no trabalho. As práticas discriminatórias contra as pessoas que vivem com o HIV incluem impedir a entrada no mercado laboral ou obrigá-las a mudar o trabalho que realizam. Também pode ser negada uma promoção ou acesso à educação e à formação de adultos, ou até podem ser demitidas.

Na Nigéria, 45% das pessoas entrevistadas perderam seu emprego ou sua fonte de renda nos 12 meses que precederam a pesquisa como resultado de serem portadoras do HIV. A 27% foi negada a oportunidade de trabalhar.

No Quênia, 28% dos pesquisados declararam que a natureza de seu trabalho havia mudado ou tinha sigo negada uma promoção. O relatório também menciona a persistência de atitudes discriminatórias por parte de empregadores e colegas.

O relatório se baseia em dados do índice de estigma em pessoas que vivem com HIV 2009-2011 em quatro regiões: Quênia, Nigéria e Zâmbia (África subsaariana), Estônia e Polônia (Leste Europeu), Malásia e Filipinas (Ásia-Pacífico) e Argentina e México (América Latina).

"Embora o índice de estigma abranja somente um número limitado de países, o relatório GNP+ mostra que é necessário adotar mais medidas para proteger os direitos no trabalho das pessoas que vivem com o HIV", disse Alice Ouedaogo, diretora do Programa da OIT sobre HIV/Aids.

"Uma maneira de melhorar a situação é que mais países implementem a recomendação da OIT sobre HIV/Aids no mundo do trabalho", acrescentou. Ela estabelece que não deveria haver discriminação ou estigmatização dos trabalhadores, particularmente no que se refere a pessoas que procuram emprego.

"A maioria das pessoas que vive com HIV pode e deseja trabalhar. Negar-lhes seu direito a trabalhar não produz nenhum benefício. Pelo contrário, mina o 'capital social' e causa uma dor incomensurável aos indivíduos e desestabiliza as famílias, as comunidades, as empresas e as economias nacionais", conclui o relatório do GNP+.


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